Árvore da Terra Dá em Livro

O freixo histórico da vila de Freixo de Espada à Cinta

Por bem fresca que seja a sombra do freixo de Freixo de Espada à Cinta, não há de ser costume dar guarida a tantas crianças e jovens, alunos do Agrupamento de Escolas de Freixo de Espada à Cinta. Calhou ontem, porque os responsáveis pela sua recuperação foram lá lançar o livro que o explica em detalhe, quer do ponto de vista histórico, quer em termos dos trabalhos que nele foram desenvolvidos. Quem esteve presente levou um para casa.

O livro "O Freixo Duarte de Armas" é o último capítulo de uma história que começou a escrever-se em 2014, quando a Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta chamou investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) para tratar da árvore, antes que morresse. É que, tal como o Jornal de Notícias noticiou meses depois, com base nos dizeres do povo, "estava fraquinho e amarelinho".

Sucede que da intervenção resultou que "o freixo engordou e pôs-se ", frase do morador José Malha que deu título à reportagem do Jornal de Notícias que enche uma página do livro.

A Universidade do Algarve também foi chamada a fazer a parte histórica da investigação e o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas criou o clone que já está plantado nos jardins do Palácio de Belém, em Lisboa. Outros estão a ser entregues às capitais e distrito do país e aos governos regionais da Madeira e Açores.

"O livro tem de ficar para memória futura, para que as nossas gentes, principalmente os meninos, não se esqueçam do património que temos", disse Maria do Céu Quintas, autarca freixenista. Quanto à árvore, apesar de parecer saudável, "tem de levar algum trato, pois já tem bastante idade (mais de 500 anos)", notou Luís Martins, investigador da UTAD.

Autor:  Eduardo Pinto
Data de Publicação:  25/05/2017
Etiquetas:  freixo livro utad